E chegamos à época de nossa esperada atualização semestral do Ubuntu, dessa vez, o Maverick Meerkat, versão 10.10, o ‘perfect 10′. Assim como fiz com o koala e o lynx, baixei o iso via torrent (x64) para ajudar a semear para a comunidade, apliquei num pendrive e dei o boot pela USB. Com o reinicio da máquina, tudo foi reconhecido de primeira, audio, video e… até mesmo a wireless. Ao contrário das versões anteriores onde eu precisava fazer uma intervenção para habilitar a wireless, nessa o driver proprietário foi reconhecido sozinho eu apenas precisei habilitá-lo, sem recorrer à rede cabeada.
Na sequencia, dei uma navegada geral pelo sistema. Abri o youtube e sequer foi solicitado a instalação de plugins, já fazendo a reprodução naturalmente (e olha que estou usando a versão x64). Abro o rhythmbox e as músicas em MP3 são tocadas, sem exigir codecs adicionais. O mesmo com os vídeos em DivX no totem. Enfim, tudo que um usuário final espera de uma sistema operacional: que ele seja instalado e… funcione. E isso tudo, com uma simples ação por parte da canonical que foi, disponibilizar na própria instalação uma opção que o usuário marcaria para que os plugins proprietários (não opensource) já fossem instalados junto com o sistema. A única coisa que precisei acrescentar de imediato, foi o rar/unrar que fiz sem dificuldade alguma pela fantástica Central de Programas.
Depois, comecei a dar uma ajeitada no desktop para deixar do jeito que costumo usar. Uma das maravilhas do mundo linux é a customização. Primeiro instalei o AWN para substituir os painéis do gnome, incluindo o pacote de extras (awn-applets-c-extras) para disponibilizar o applet SlickSwitcher. Habilitei o compiz e ativei alguns efeitos básicos como alternação de janelas entre todos os desktops em forma de capas (com o ALT+TAB) e em forma de anel (com o SUPER+TAB) com o ccsm. Instalei o GnoMenu que recentemente passei a usar e achei muito prático. Nas configurações do gnome (gconf-editor), movi os comandos para minimizar, maximizar e fechar as janelas de volta para o lado direito com a chave/apps /metacity /general /button_layout, é só manter o conteúdo da propriedade na ordem desejada, como em “:minimize,maximize,close”, lembrando que “:” (dois pontos) indicam o lado da janela.
No Grub, farei alguns ajustes para facilitar a inicialização do sistema:
Para definir o timeout, usamos a tag: GRUB_TIMEOUT, para definir qual opção será a selecionada por padrão usaremos GRUB_DEFAULT e para remover o Recovery Mode, descomente a linha: #GRUB_DISABLE_LINUX_RECOVERY=”true”. Fechar salvando o arquivo e, para remover o memtest86, simplesmente:
Essas edições todas, não entram em vigor enquanto voce não executar o comando:
Agora, para o bom convívio de minha máquina com as demais da rede, vamos adequar algumas coisas. Vou fazer um automount de minha partição de dados (como descrevi nesse post) e configurar o compartilhamento na rede com o samba através da ferramenta system-config-samba (descrito nesse outro post). Depois, um automount de um compartilhamento de uma outra máquina na rede que uso com frequencia (como nesse post).
O VirtualBox (muito útil para rodar aquele xispezinho quando necessário) eu instalei com um deb baixado do próprio site. Mesmo por que, não me sinto a vontade com a atualização automatica dele, vai que minhas VMs parem de funcionar num momento crítico. Mas caso prefiram, na própria página de download temos as instruções para adicionar o repositório da oracle.
Pronto, agora vou queimar as mídias dessa versão (instalei via pendrive lembra?), dar um pulo na fototica para revelar a capinha e orgulhosamente divulgar essa, que desde já, é a versão mais bem finalizada desse fantástico sistema operacional. Meu note agradece:

